Simpósio ABD – “Sustentabilidade”

Sustentabilidade e os Desafios em Tempos de Mudanças Climáticas Globais

Tive a satisfação de participar do Simpósio ABD – “Sustentabilidade”  e posso dizer que a qualidade dos palestrantes superaram as minhas expectativas !

Rachel Biderman falou sobre  “Os desafios para a sociedade em geral, Desafios para empresas, Sociedade civil, Governo com enfoque no ecodesign”  e Paola Figueiredo – “Visão do consumidor Brasileiro, Impactos sobre o Meio Ambiente, Visão do consumidor internacional, Empreendimentos sustentáveis, Empreendimento Leed.”

e FGMF Projetos e Conceitos – Arquitetura contemporânea, Sustentabilidade, Relações entre espaço e usos, Limites entre o construído e não construído, A percepção do espaço construído.

Altamente didáticas e objetivas,  trouxeram  informações interessantes traduzindo a grande responsabilidade que temos que encarar de forma urgente!

Por ora, falando um pouco sobre a primeira palestra e  o meu papel nisso tudo!

Por mais que queiram florear, Sustentabilidade é acima de tudo, ATITUDE.

Atitude cidadã, atitude empresarial, atitude globalizada.

Mas o que vemos por aí é pouca  informação, quase zero orientação, falta vontade e sobra preguiça e displicência!
Como achar que o problema e a solução está nas mãos dos outros, ou que o que  está acontecendo é coisa do destino.

Acho que o comportamento humano natural tende a não é ação, é reação! Só muda quando se sofre algum dano ou prejuízo. Só em momento de danos  que se  olha para o problema mudando  a postura de um ator passivo e fatalista para ativo e pragmático, sem querer forçar muito!

Ser crítico, não acreditar em todas as informaçoes que se “vende” por aí, perceber  objeto reciclado não é necessariametne sustentável, que um produto que utiliza um produto reciclável como embalagem pode ter em seu interior produtos altamente nocivo ao meio ambiente, e entao isso faz com que o produto quebre o ciclo da sustentabilidade! É precisao estar “ligado”, ser crítico!

E a incrível pesquisa de que, apenas 1% do PIB mundial seria suficiente para patrocinar uma mudança na cultura mundial de comportamento não sustentável para o sustentável me deixou animada! Para mim, faz total sentido não ser um valor absurdo mudar a cabeça das pessoas a  mudar a  forma de investimento  que já seria feito mesmo!

Bem, se hoje parássemos de poluir em sua totalidade o rio Tietê ou a Baia da Guanabara, em pouco mais de uma década a natureza se resolveria e retomaria as características de limpeza, da fauna e da flora muito próxima da original.  Teríamos um rio de águas cristalinas, sem odor eu uma baía esplendorosa cheia de plantas e peixes!

A intervenção humana é que é nociva! Impensada, incensata e muito burra! Não reconhecer isso é ter filhos sem fazer nada a respeito é ainda mais desumano!

A construção da barragem hidroelétrica Belo Monte, na Amazônia – além do investimento e impacto, o transporte da energia para os pontos de grande demanda é muito caro!  Sem querer ser simplória, mas antes de tudo isso, por que não avaliar fontes menores e mais distribuídas, para suprir o local onde se encontra.

Uma vez vi um projeto japonês que consistem uma grande bóia inflável em forma de baleia, afixada a um nivel fixo no mar, que enche e esvazia de água, de acordo com a maré. Quando a maré sobe a água entra, quando baixa a água sai e assim, obtendo uma geração constante de energia a maré e a fisica fazem todo o trabalho!

Já vi a teoria de que, em uma represa há o aproveitamento da queda para gerar energia durante o dia, quando a noite o consumo diminui e sobra energia, o sistema usa a energia excedente para bombar a água de volta para a represa, mantendo o nivel da água mesmo em tempos de pouca chuva.

No The Montreal Biosphère em Montreal e vi um experimento usando o mesmo principio eólico, no fundo dos mares e rios, aproveitando as grandes correntes de água!

Nos sites a seguir eu achei artigos explicando melhor os dois recursos.

Energia eólica

Energia eólica



Planeta Coppe  URFJ

E neste site eu achei uma pesquisa de 2007 sobre a capacidade de Energia eólica,  movida pelos ventos, no Brasil.

Turbina Corrente Marinha

Turbina Corrente Marinha

Progresso Verde

A alternativa  que se vê de forma  mais  frenqüente  na Austrália,  são inúmeros Pequenos Centrais Hidrelétricos (PHC)

usinas de pequeno porte espalhadas pelo continente.

Similares a estão construindo as margens da Dutra, no Rio Paraíba do Sul em Queluz.

Gente, a criatividade humana é imensurável, porque não executar  os novos empreendimentos com  formatos novos!

O que há de pré-existente a gente melhora para consumir menos baixar o custo da manutençao, adapta e vai ficando! Sabemos que já estão fadados a serem substituídos quando chegar a sua hora!

O novo tem uma gama de possibilidades imensa! Sabemos que novos problemas existem hoje não eram preocupação no passado, então não podemos fechar os olhos e fazer as coisas nos modelos que já não funcionam mais como antes! Não dá para desprezar a evolução!

Bem, mas vamos ao que interessa! O que eu, uma pobre mortal posso fazer para ajudar nisso tudo, além de um voto consciente e tentar ser formadora de opinião?

Posso tomar banhos mais curtos, manter a manutenção das torneiras, a caixa d’água limpa e sem vazamentos, apagar as luzes e aparelhos, reutilizar tudo o que for possível, optar pelos produtos com selos de sustentabilidade reconhecidos quando for ao mercado! Posso freqüentar os estabelecimento que estejam engajados nos princípios que eu acredito estarem corretos.

Posso manter o lixo que eu produzo devidamente separado e classificado – mesmo que o caminhão dos reciclados não passe na minha rua!  E se esse for o caso, eu posso movimentar o meu condomínio para esta ação da reciclagem e com um bom volume eu posso também pedir a prefeitura para o caminhão passar. Já fiz isso e deu certo!

Há também vários postos de coleta, estacionamento dos grandes supermercados, farmácias para medicamentos vencidos e seringas,  lojas de cine-foto-som e celulares costumam coletar  pilhas e baterias. Basta observar em sua região para descobrir onde ficam estes coletores.

Apenas com a atitude de separar o lixo eu já terei vários benefícios. Uma cozinha mais limpa, o lixo reciclável lavar apenas aqueles produtos que não têm como fechar.  Por que os que estão fechados, uma vez enviados aos locais de triagem e/ou  reciclagem, sofrem métodos apropriados mais eficientes, gastam menos água e tratam à água residual. O lixo orgânico  que provoca odor fica menor e poderá ser trocado com freqüência. Supondo que eu não tenha uma forma de fazer com que o lixo que eu produzo não chegue aos reciclos. Você não precisa considerar trabalho perdido, simplesmente por que nosso país ainda é tão miserável que haverá  um cidadão que vive de remexer o lixão, para encontrar o que vc separou separado e  limpo  e isso irá colaborar com a sua sobrevivência.

Mais que importante, eu devo acreditar que a minha parte hoje, agora é essencial! Mesmo não sabendo dimensionar exatamente o benefício que aminha atitude vai causar ao mundo, fará a diferença!

Com a minha atitude, meus filhos vão aprender com o meu exemplo. Eu faço a diferença! Eu ensino a eles como respeitar a natureza, as formas de serem econômicos, o porque devem ser menos consumistas, a entender o seu papel de cidadão,  a de ser responsáveis e conseqüentes com os rastros!

Uma lição se passa com exemplo e não com repertórios, fazer a minha parte, é o meu elo da corrente, que forma um ciclo virtuoso onde eu reforço todos os dias.

Ter o privilégio de preparar bem uma criança é a mais saudável, sustentável e disseminadora forma de evolução e crescimento.

Maria DI Moura

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