Sou Maria DI Moura
Deficiente física – Paralisia infantil nos membros inferiores (Poliomielite)
Embora tenha sido esportista durante muitos anos, não sou nenhuma heroína e tenho as minhas dificuldades! Sempre me dei bem nos esportes, na medida do possível, no entanto, os anos passam e a minha autonomia tem diminuído sensivelmente! Confesso que me incomoda um bocado diminuir meu rítmo!
Meu marido e eu adoramos viajar! Temos uma boa sintonia em nosso turismo! Com ele quase sempre ao meu lado, eu vou até onde eu consigo,
quando eu meu limite chega, eu me sento em algum lugar agradável e espero que ele continue a sua exploração.
Algumas vezes escolhemos coisas diferentes e vamos cada um para um lado encontrando um pouco mais tarde em local pré-combinado!
Mas é fato que eu amaria acompanhá-lo em algumas partes desta viagem.
É aí que entra o espírito deste texto!
Lugares acidentados, trilhas naturais com dificuldades geográficas nos faz reavaliar alguns passeios.
As vezes ele vai e fico, outras vezes ele me carrega!
Noutras eu tento acompanhar o guia, que por sua vez, nem mesmo percebe que seu calmo andar entretido nas suas explicacoes para o grupo, é uma verdadeira maratona para mim! O que literalmente acaba com o meu humor! E a partir daí, pobre esposinho!
Eu adoraria poder acompanhar uma trilha de cachoeiras sem precisar ficar para trás ou morrer de dor na coluna mais tarde!
Poder visitar uma caverna com uma equipe preparada para atender pessoas com mais dificuldades e aproveitar mais, sem onerar o passeio daqueles que estão comigo!
Esta é a outra parte importante deste texto!
Não que meu marido, familiares e amigos reclamem de me ajudar, muito pelo contrario!
Ou eu esteja dispensando este carinho, jamais!
Digo isso apenas para balancear as coisas, para dar uma folga, para estarmos lado a lado nos curtindo, curtindo o passeio em sua plenitude, sem ser preciso que aqueles que sempre estão ao meu lado, se dividam entre minhas necessidades e o tempo da apreciação do passeio ou se privem de fazer outras coisas além do que eu posso fazer.
Numa estação de esqui, por exemplo, que tal ter a possibilidade de eu poder me ingressar em uma turma que utilizasse o trenó, enquanto meu marido pudesse curtir o esqui tradicional! Sairíamos os dois exaustos e felizes com o proveitoso passeio!
A idéia é esta, e é por isso que eu estou publicando estas fotos que tirei em uma das nossas viagens, como idéia e sugestão!
Empresários, pode vir a ser um promissor negócio!
Achei a idéia espetacular!
Observem os controles, freio e segurança!
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5 Responses
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Olá Michel…
Obrigada por visitar meu site e por se importar com este assunto!
Concordo que falta investimentos e visão, no entanto, começamos a caminhar na direção certa, precisamos mostrar o quão lucrativo socialmente correto pode ser este tipo de investimento para àqueles que procuram oportunidades… vamos unir forças? Podemos fazer muito juntos!
Para começar, eu convido você para participar do grupo Design de Interiores – Grupo de Evolução Profissional e Parcerias e aumentar seu network e trocas de conhecimento!
Um grande abraço e seja bem-vindo!
Maria DI Moura
Olá Maria:
Meu nome é sandra,pratico ecoturismo e sou estudante de turisno na Paraíba.Adorei a ideia da cadeira para facilitar a locomoção.Estou criando um projeto, de conclusão de curso, no qual pretendo oferecer roteiros para pessoas con necessidades especiais. Seu blog me ajudou a vislunbrar outras soluções .Só falta melhorar o acesso a lugares maravilhosos com o apoio de orgãos competentes.Vocês conhecem João Pessoa?
Olá Sandra!
Tudo bem?
Obrigada por visitar meu site!
Acho ótimo que existam pessoas como você interessadas em melhorar a vida do próximo!
Acho sim, que temos que abrir os olhos dos órgãos competentes mas, nada nos impede de abrir os olhos dos empresários para as oportunidades de mercado.
Alguém da iniciativa privada precisaria produzir esta “bikechair”.
Alguém da iniciativa privada, hoje, está sendo procurado por demanda do turismo acessível!
De cara, dá para atender ao público pagante e também mostrar aos órgãos competentes que soluções existem
e nem por isso precisam ser caras ou descartáveis!
Sempre é possível atender as pessoas, implantar novas idéias, evoluir as antigas, atender nichos e com o tempo levar isso para todos.
É começar para deslanchar!
Conheci Jõao Pessoa em 2004 debaixo de chuva, preciso muito voltar para ver o sol!
Abraços!
Maria DI Moura
Olá Maria!
Adorei sua colocação sobre o turismo acessível! Com certeza esse é um nicho muito promissor e acho que valem os esforços públicos, em adaptar as cidades, e os esforços privados em oferecer estruturas de hospedagem e lazer adequadas.
Sou estudante de hotelaria e estou desenvolvendo um trabalho, no qual estou montando uma pousada no interior de SP que ofereça instalações e serviços especiais para deficientes e idosos. No projeto, estamos pretendendo desenvolver uma equipe de monitores especifica para atender e orientar esse público nas atividades de turismo de aventura!
Gostaria de saber sua opinião sobre esse projeto e, se não for muito incomodo, saber o que você considera essencial em um meio de hospedagem.
Abraços,
Juliana
Olá, Juliana!
Sinto muitíssimo por não ter respondido ainda, ou melhor, achei que tinha respondido, no entanto, ao procurar a resposta só encontrei um e-mail com erros de entrega. Sinceramente não sei o que houve!
Como antes tarde do que nunca, vamos lá!
Sobre seu projeto o que considero essencial em um meio de hospedagem.
Eu entendo que essencialmente, para com qualquer pessoa, deficiente ou não, devemos ter o respeito e discrição ao tratar as particularidades de cada um.
Ser discreto não significa ignorar, mas encarar a situação de frente e proporcionar uma passagem rápida, natural e sutil para cada evento.
Intervir se for necessário.
Da mesma forma, cuidar da acessibilidade.
Direito de ir e vir com autonomia plena, na medida do possível é aplicável a todos!
Portas largas, rampas, elevadores, acesso aos banheiros com segurança, sinalização sonora e tátil, são itens que ajudam a equalizar as diferenças, na medida do possível.
Mas veja bem, a melhor alternativa para se vencer 3 degraus é uma rampa, mesmo que a instituição possua verba que pague um elevador de qualidade.
Por que? Só para que esta transposição deixe configurar um obstáculo. Caso contrário, o deficiente deve esperar alguém deixar o seu trabalho para desbloquear e manejar o equipamento. Isso não é muito delicado se não fosse extremamente necessário.
Amplie esta filosofia de sutileza no trato para os outros tipos de deficiências.
Falar sobre isso daria um livro.
Em uma pousada, todos os serviços devem ser acessíveis e para isso é preciso conhecer o seu público deficiente.
Conhecer o tipo de dificuldade e como resolver isso, antes que a pousada seja construída ou reformada e equipada.
Pensar em telefonia adaptada, sistema de emergência, evacuação, mobiliários e infra estrutura elétrica, iluminação, hidráulica etc.
Procure conhecer os princípios do Design Universal, ele pode ser aplicado a tudo.
Construção civil, vestuário, equipamentos etc., assim, além dos deficientes, qualquer biotipo será melhor atendido se você seguir estes princípios.
Pensando desta forma, não pense somente nos clientes, mas também nos funcionários, que por sua vez, pode ter alguma necessidade ergonômica ou sensorial.
Isto ampliará sua oferta de mão de obra e terá perto da sua empresa, pessoas naturalmente inteiradas com a situação da pessoa especial.
Caso queira conversar mais sobre este assunto, não hesite em contatar-me novamente!
Mais uma vez, me desculpe o atraso desta resposta.
Maria DI Moura